Caros Leitores,
Este blog acaba aqui. Decidi parar quando percebi que era mais feliz quando usava a internet apenas por quinze minutos ou estourando meia hora, porque não tinha dinheiro ainda pra comprar um laptop, e precisava trabalhar 12 horas por dia para arcar com o aluguel londrino.
Nessa época eu percebia a dificuldade que eu teria que passar na minha vida pra conquistar o mundo sozinho. Dividindo casa com pessoas estranhas tendo que trancar a minha mala e torcer para que ela estivesse lá quando eu voltasse pra casa depois de doze horas de trabalho, sete dias por semana. Aqueles primeiros meses sem dinheiro algum tentando me estabilizar, por incrível que pareça, foram os melhores da minha vida. As melhores festas, as pessoas que mais me ajudaram, as novas descobertas.
O fato é que tanto o trabalho quanto a moradia completamente disfuncional não me permitiam parar um segundo. Sempre tinha que resolver algum problema, lavar a roupa, fazer faxina no meu quarto, pesquisar casas novas mais funcionais, entrevistas de emprego, checar e-mails e dizer pras pessoas que estou vivo, abrir a conta no banco foi uma odisséia de meses, organizar o horário pra conseguir fazer compras no supermercado... Aniversários, amigos que foram me visitar, paulistanas que trabalhavam para BMW, bebedeiras nos pubs da vida com direito à garrafas e garrafas de vinho conseguidas nos trabalhos avulsos e bebidas de graça conquistadas fazendo amizade com bartenders, garçonetes, djs e gerentes dos estabelecimentos...
Até que depois de poucos meses eu consegui um emprego na minha área, uma casa melhor e a vida foi se acalmando (mas nem tanto). Conquistei um espaço interessante, cresci dentro do meu trabalho, viajei pra alguns dos lugares com os quais eu sonhava. Quando a vida começou a ficar parada demais, eu voltei à me sentir imbecil e queria mudanças. Decidi voltar pra cá. Achando que seria um desafio e que as coisas aconteceriam.
Não aconteceram e eu estou mais parado do que antes. Quando as coisas ficam inertes desse jeito eu começo a pensar em tudo que deu errado. Me pego imaginando se meu pai pegou gripe suína, ou se ele sequer cogitou que existia uma possibilidade imensa de eu estar no avião da Air France que caiu. Penso nela que me largou pela carreira, no melhor amigo que eu perdi por causa de uma briga imbecil envolvendo uma garota que nem valia tanto a pena assim. Me vejo completamente sozinho mesmo numa sala cheia de gente, e me sinto inteligente demais pra saber que eu não tô me mexendo como deveria.
Ainda fico completamente culpado, sabendo que tem gente insana, com doença mesmo, que está muito pior do que eu, ou quem deixou a depressão tomar tanto a conta de sua vida que não tem mais vontade de pelo menos tentar ser feliz. E essas pessoas e histórias ao invés de me deixar animado por não estar tão ruim assim (ainda), acabam esfregando na minha cara que eu deveria estar me sentindo muito melhor do que eu estou no momento.
Por isso eu decidi acabar com esse blog (e eventualmente com todas as redes sociais que estou presente no momento). Porque eu não aguento mais essa inércia e essa auto-reflexão. Porque não tem nada de legal acontecendo em frente dessa tela de computador babaca, porque todo conteúdo dos meus neurônios não estão sendo utilizados na prática, e porque as pessoas para quem eu deveria estar dizendo tudo isso nem sonham com a existência desta página.
Por isso, acabou. Por mim eu pegava minha mala e voltava pra vida incerta com 13 pessoas embaixo de um teto e possíveis furtos de sabão em pó. Mas eu me comprometi à ficar aqui até o final da minha pós graduação. Então vamos focar lá e esquecer o resto enquanto posso. Talvez um dia eu volte. Ou quem sabe eu passe a escrever meus pensamentos em cartões postais e mandando todo domingo pro post secret.
Patéticamente,
Guilherme
retornoaoremetente@gmail.com
PS. Obrigado à todos que acompanharam essa jornada de anos. Muita coisa escrita aqui está direcionada à pessoas específicas, e nem tenho idéia de quantas pessoas caíram aqui de paraquedas. Um obrigado especial as pessoas que comentaram nos textos, na caixa de comentários que teimava em não aparecer (mesmo com almas boas da internet tentando consertar o erro bizarro do template em XML). Se quiserem mandar algum feedback, reclamar ou oferecer algum trabalho interessante e que me pague bem o e-mail acima é para esta função.
Desculpem qualquer coisa, se algum texto te ofendeu é só clicar no X que aparece no topo do seu navegador e não voltar mais. Ou mande um e-mail pro endereço acima que eu prometo rir absurdamente.
Sentirei saudades. Honestamente.
Monday, 29 June 2009
Tuesday, 16 June 2009
Caros Leitores,
Quando eu tinha uns seis anos de idade, minha mãe comprou e colou um desses kits de adesivos que brilham no escuro com formato de estrelas. Toda noite durante anos eu ia dormir embaixo da luz daquelas estrelas falsas fluorescentes. Até que a casa foi pintada e o pintor passou a tinta por cima dos adesivos.
Uns meses atrás comecei a notar que as estrelas estavam voltando a brilhar no teto do meu quarto. A tinta milagrosamente começou a sair dos adesivos, mas a forma das estrelas, cometas e planetas ainda estava disforme, tanto porque a tinta não caiu completamente quanto por causa da minha miopia.
E nas noites insones eu me pego olhando essas estrelas disformes no teto do meu quarto e pensando se o meu destino é olhar para estas estrelas até o fim dos meus dias. Penso no quanto eu odeio o que eu faço hoje em dia, e como eu queria usar mais a minha mente. Daí eu lembro de dois anos atrás, do meu trabalho imperfeito, mas que me fornecia um salário ótimo, da possibilidade de morar junto e tudo que aconteceu.
Dois anos atrás minha vida estava ganha, estava caminhando, estava acontecendo. Era possível montar casa, viajar, sorrir para fotos em frente de monumentos famosos, montar família, crescer junto. Até que ela seguiu o caminho dela. E eu não a impedi. Pelo contrário.
Eu sabia que era provável que eu tivesse que largar tudo, mais do que isso, eu sabia que não poderia oferecer nenhuma garantia de que eu fosse querer aquela vida para sempre. E esse era e ainda é o problema maior. O não saber se estou realmente feliz com o que eu tenho.
Porque aqui, eu não tenho nada. Nada que me prenda. Mas lá, quando eu tive, eu não segurei. Não fui junto. Não tomei a decisão de casar e mudar de país com ela. Poderia ter sugerido isso, poderia ter tentado. Mas não fiz.
O meu emprego dos sonhos, era melhor do que eu faço hoje, arrisquei numa mudança que até agora não deu certo e só acabou com todas as minhas economias. Errei? Talvez. Pode ser que ano que vem eu volte com o rabo entre as pernas pedindo desculpas e admitindo meu erro, como muita gente sugere que eu faça. Pode ser que não.
O fato é que eu não sei o que eu quero.
Só sei que estou cansado de olhar para estas estrelas e ficar remoendo o passado até pegar no sono.
Acho que vou comprar remédios para dormir.
Ou uma lata de tinta.
Exausto,
Guilherme.
por
G.W.
às15:39
Sunday, 14 June 2009
Caros Leitores,
É difícil perceber quantas qualidades nós temos no nosso corpo que não sabemos. Nossa visão às vezes só consegue enxergar os quilos a mais, as rugas na cara, os cabelos a menos, a audição só escuta que estamos atrasado que estamos perdendo tempo e que não sabemos o que estamos fazendo com a nossa vida. O paladar nem sente mais os gostos direito, nem saboreia cada um deles, assim como o olfato que cheira milhares de coisas diferentes ao longo do dia. Falta de tato, mas não no sentido literal.
Conversando com uma pessoa há algum tempo percebi o quão vital os cincos sentidos são na minha definição do que eu sou, e da forma como eu percebo e interajo com o mundo e as pessoas ao meu redor. Eu já tinha percebido isto antes, mas só através desta conversa que pude colocar meus pensamentos em ordem e tirar conclusões sobre esta questão que ficou no fundo da minha cabeça.
Ela trabalhou durante alguns meses com surdos, e ao me contar suas experiências pude perceber que não me dou conta de quanto preciso dos meus sentidos. Os surdos se baseiam na visão para tudo, isso é obvio, todos nós já devemos ter pensado nisso, pelo menos uma vez. O que não era óbvio para mim era a dificuldade dos surdos aprenderem a ler, afinal a escrita normal é um código visual certo? Certo, só que é uma maneira de decodificar visualmente os sons da nossa língua falada, e Bingo... se os surdos não ouvem, então como eles vão conseguir decodificar algo que eles nunca ouviram? Alguns depois de anos de estudo conseguem, mas imaginem o quão diferente deve ser o hábito de leitura deles.
Quando eu leio, ou escrevo alguma coisa, é como se na minha cabeça eu estivesse falando ou ouvindo aquelas palavras no papel, na tela, no que quer que seja... (Ex. Maçã, eu ouço a palavra maçã, apesar de vir uma imagem na minha cabeça de uma maçã. Para um surdo só viria a imagem, para um cego o gosto, o cheiro, a textura).
Para um surdo como é um efeito muito mais visual, deve ser extremamente difícil a interpretação de palavras abstratas.
Isso tudo mostra como coisas tão banais para mim podem ser tão complexas para outras pessoas. E que eu tenho que dar mais valor aquilo que tenho.
Abrindo os olhos,
Guilherme
reedição.
por
G.W.
às21:09
Thursday, 11 June 2009
Caros Leitores,
De vez em quando acredito que deveria ter estudado antropologia contemporânea. Fico completamente fascinado com o comportamento das pessoas em variadas situações. Um exemplo que eu acho muito interessante é como nós temos uma necessidade de nos comunicar em situações adversas.
Alguns anos atrás eu estava voltando de São Paulo de ônibus, e na altura de São José dos Campos, a Polícia Federal para o ônibus, revista a bagagem de alguns passageiros e encontra 7 kgs de cocaína.
Geralmente nesse tipo de viagem à noite a comunicação entre os passageiros é um mero cumprimento (nem sempre verbal, as vezes se cumprimentam apenas usando expressões faciais) quando estes ingressam no ônibus e vêem que há algum passageiro sentado ao lado deles.
Nesse momento, a tensão entre os demais passageiros era visível. A incerteza da situação fez com que as pessoas começassem a conversar sobre o que estava acontecendo, e só piorou quando soubemos que não poderíamos prosseguir normalmente com nossa viagem, mas teríamos que depor em uma delegacia na cidade, já que embora a história e álibi da mulher que estava com a mala não fossem confiáveis (ela estaria cuidando de uma tia da qual não sabia sobrenome, endereço ou telefone em SP, e não carregava nenhuma troca de roupa com ela), as provas eram inconclusivas.
A interação entre os passageiros do ônibus aumentou, as pessoas indignadas por não poderem chegar no RJ na hora certa começaram a contar uns aos outros suas histórias. Uma mãe e seu filho viajando a turismo, um senhor que ia encontrar-se com sua namorada, duas senhoras que vendiam vestidos de noiva, uma adolescente rebelde desconfiada e de cara amarrada, uma paulistana com remorso de não ter ouvido sua mãe, um lutador de jiu jitsu também policial e seu treinador que iriam perder o horário de sua luta, um feirante e sua esposa, um professor de quinta série e uma senhora de boina vermelha que ofereceu salgadinhos aos outros passageiros.
Enfim, pessoas normais numa situação anormal. As únicas pessoas que não participaram dessa interação entre os passageiros foram aquelas que estavam viajando em grupo. E como num reality show criaram uma "panelinha" mal vista pelos grupo dos viajantes solitários.
Durante seis horas as pessoas daquele ônibus ficaram naquela cidade depondo sobre o que viram ou deixaram de ver durante a viagem. Logo após todos os passageiros e o motorista deporem todos fomos liberados e a viagem seguiu normalmente. Toda aquela interação entre os passageiros foi deixada de lado e cada um seguiu com sua vida. Se você parasse para ouvir, Damien Rice tocava ao fundo, indicando que a vida continuava, mas aquela viagem ficará na memória de todos, como um dos maiores perrengues da vida deles, e seis horas que nunca mais conseguirão de volta...
Guilherme
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por
G.W.
às18:21
Wednesday, 10 June 2009
Caros Leitores,
Não existe nada mais chato do que alguém querendo colocar um holofote em cima de si mesmo. Ensaiando monólogos de como sua vida é deprimente, interessante ou digna de um filme. Na maioria dos casos não é.
Ultimamente eu só tenho respeitado a autora do blog "Te amo, porra" nesse sentido. Ao invés de colocar um holofote sobre si mesma, ela se despe em suas palavras. Ao invés de chorar as pitangas da sua vida como se fosse insuportável, ela ironiza seus problemas.
E ela segue. Sem saber onde a vida vai levar, mas levando a vida com mais força do que muita criancinha de 25 anos que não cresceu por aí... (O autor desse blog incluso).
No fim, só existe mesmo uma forma de expressar o que eu sinto quando leio os textos dela:
Te amo, porra.
Guilherme.
por
G.W.
às09:49
Saturday, 6 June 2009
Caros Leitores,
Meus pais, e única e exclusivamente meus pais, tem acesso ao meu e-mail profissional diariamente. Durante o horário comercial trocamos zilhões de e-mails que vão desde o "oi, tudo bem? comeu o quê no café da manhã?", "você vem nesse fim de semana ou no outro?", "falou com sua irmã?" imagino que o departamento de TI deve fazer a festa quando rastreia meus e-mails para ver se existe alguma quebra de informação confidencial.
Os nerds sem nada pra fazer devem se divertir quando meus pais mandam e-mails como:
- Foi pra Oz. Brigou com ela a semana inteira, encheu o saco e foi morrer na praia. Precisamos de um par rosa e dois azuis. Indo jogar golfe.
(meu genitor, facilmente interpretado como um louco varrido, falando mal do meu irmão, da minha irmã, pedindo três pares de havaianas para as colegas de trabalho da minha madrasta e me contando que vai matar trabalho???).
- Não precisa mais. Traz só o pó mesmo. E se puder vai no lugar que a colombiana te indicou, se o preço for bom me avisa.
(minha genitora, provavelmente confundida com Eu, Cristiane F., mas que na verdade pedia pó de amêndoas, e a indicação de artigos de armarinho de uma colega de trabalho colombiana).
Imagino o que o pessoal de TI pensa de mim...
Genéticamente,
Guilherme.
reedição
por
G.W.
às15:50
Friday, 22 May 2009
Caros Leitores,
É estranho pensar nas pessoas que passam pela nossa vida. Existem aquelas que viramos amigos e mesmo que os caminhos sejam diferentes continuam presentes nos nossos pensamentos, mas tem pessoas que não são nossos amigos, nem tiveram um papel tão importante assim (às vezes pessoas que nem conhecemos), mas que não conseguimos esquecer.
Quando eu era criança, uma das vizinhas do meu prédio era uma senhora que tinha uma tartaruga. Nunca vou me esquecer da Dona Dulce por causa disso, e por causa da neta chata dela que sempre queria me abraçar e pegar no colo, e eu, nos meus três anos de idade, não era mais bebê pra ficar sendo tratado daquele jeito.
Associar pessoas à animais favorece a memorização, digo isso porque Miss Maureen, que ficava na porta da escola que eu estudei quando era criança tinha um macaco que sentava em seu ombro. Além disso, ela era conhecida por ter sido enfermeira na segunda guerra mundial, e ganhado fama de imortal. Sei que até alguns anos atrás ela ainda estava viva, e ainda estava presente (não sei se trabalhando ou não) em eventos da escola.
Alguns anos depois, a Joana, que trabalhava na casa do meu melhor amigo contou uma história inesquecível, de como um gringo dando em cima dela a qualquer custo ficava repetindo "Oh yes we are" várias vezes. Ela contou a história tantas vezes que sempre que eu a vejo eu pergunto ou faço algum comentário sobre o caso. Mais de mais de 15 anos se passaram desde que isso aconteceu, mas ainda proporciana risadas.
Nenhuma pessoa que eu não conheci direito deixou tantas memórias como Ana Paula, a filha da cabeleireira. Uma das vizinhas da rua nove abriu um salão de beleza, e a filha dela se chamava Ana Paula. Meu primo já deu em cima dela, obviamente, mas além disso o resto da história da vida dela é uma incógnita. Eu a vi aqui no Rio de Janeiro uma vez, no supermercado. Impressionanteencontrar alguém mais de 300 km de distância de onde (não) se conheceram originalmente. Mais estranho ainda é como ela continua presente em conversas da minha família.
Durante o meu segundo grau, um dos inspetores carregava para cima e para baixo uma sacola branca. Ninguém sabia exatamente o que tinha dentro da sacola, mas várias teorias foram criadas. Obviamente o apelido do cara virou Sacolinha. Tanto pelo seu acessório quanto pela sua função de encher o saco dos alunos matando aula. Fiquei sabendo que o Sacolinha morreu, uma pena, porque definitivamente ele era uma lenda viva na minha escola.
Por fim, quando eu trabalhava em eventos, o segurança do Excel Exhibition Centre (um dos lugares que eu trabalhava) certamente ficou na memória de muitos dos funcionários do local. Um boato correu que ele pegou uma funcionária atrás da cortina do evento, não obstante ele ficava dando em cima de várias outras funcionárias do local, ficando inclusive apaixonado por uma Aline.
Essas são apenas algumas das pessoas que eu mal conheci, mas que até então não esqueci. Talvez, para outras pessoas eu também seja um desses "ilustres desconhecidos". Espero que sim... Ser lembrado é algo bom.
Reeditadamente,
Guilherme.
por
G.W.
às15:31
Tuesday, 19 May 2009
Caros Leitores,
Um dos meus amigos trabalha com eventos em danceterias, discotecas, boates, casas noturnas em geral, seja como elas sejam chamadas na sua região. O fato é que eu sempre recebo alguns e-mails com fotos das noites mais badaladas dos lugares, e sempre me vejo sem o menor interesse nas pessoas de plástico ali representadas.
Esse tipo de foto visa mostrar só as pessoas bonitas que frequentam o lugar, ou as estilosas, normalmente as mais fúteis. Sei por experiência própria que 90% daquelas pessoas até tem simpatia e inteligência, mas estas fotos posadas como pseudo-celebridades, e em estilos diferentes de celebridades, são patéticas.
Algo que eu questiono é qual o motivo atrás dos álbuns fotográficos que as pessoas colocam na internet e divulgam pra mundos e fundos? Mostrar pros outros sua vida pessoal? Definir parte da sua personalidade através das suas fotos? Mostrar que você é inteligente, sociável, alternativo... Pra quê?
Dito isso, eu coloco fotos na internet, mas apenas para amigos. 90% das vezes é porque alguém pede "as fotos de sexta, sábado ou domingo" ou "você não vai colocar nenhuma foto do casamento pra gente ver?". E eu passo por crises. Deixo e retiro fotos com frequência desses álbuns, porque eu as tenho em casa. Quem é meu amigo e quer ver, vem aqui. E quem é mais que meu amigo, vivenciou comigo esses momentos.
Os outros, não me importo muito... Podem pensar o que quiserem a meu respeito.
Plastificadamente,
Guilherme.
por
G.W.
às16:30
Monday, 18 May 2009
Caros Leitores,
"Yes, Nós temos Banana
Banana pra dar e vender.
Banana menina, tem vitamina
Banana engorda e faz crescer..."
trecho de uma das músicas antiquíssimas de um Documentário sobre Getúlio Vargas que assisti
Não, não tenho idéia de quem compôs, cantou...
Vi um documentário sobre Getúlio Vargas na época da faculdade... Parecia que era um universo paralelo, o Rio de Janeiro ainda era Capital, havia ruas não asfaltadas, poucos carros e muito cavalos; e ainda assim as pessoas saim de casa de chapéus ternos, e as mulheres de vestidos elegantes... Alguns prédios e ruas eram reconhecíveis, havia um bondinho que cortava a cidade.
Gosto de morar no Rio de Janeiro por isso. É uma das cidades mais antigas do Brasil, possui o maior número de monumentos e prédios históricos, foi capital do Império e antes disso até mesmo de Portugal.
Ver um documentário do passado mostra como a cidade era um lugar fascinante, com pessoas interessantes e uma cultura própria. Já discuti isso com um amigo, esse sentimento de que no passado as coisas pareciam ter mais gosto, mais cor, mais vida. Mesmo os filmes sendo em preto-e-branco. É como se hoje em dia a vida fosse mais virtual, mais plastificada, industrializada e massificada.
Depois do filme lembro que rolou um tiroteio no morro ao lado da minha faculdade...
Bucólico, não?
Guilherme
reedição
por
G.W.
às12:48
Sunday, 17 May 2009
Caros Leitores,
Dizem que o número de suicídios nos países nórdicos aumenta consideravelmente durante os meses de inverno. Engana-se quem pensa que a causa é o frio, ou os dias escuros. A causa é o branco da neve. Sim, o branco deprime as pessoas.
Deve ser por isso que comerciais de sabão em pó são tão deprimentes.
Mas como explicar médicos, dentistas, pais-de-santo e toda a galera em festa de ano novo felizes da vida?
Ponderativamente,
Guilherme.
por
G.W.
às23:22